Este episódio da série Habitar/Habitat do SESCTV investiga o mais antigo modo de morar em terras brasileiras, a maloca, ou a casa indígena. Desfaz a crença de que toda maloca é igual, mostrando que são na realidade representações da cultura de povos diferentes, e carregam estas visões de mundo únicas em suas construções.

Percorre malocas de povos Zuruahá e Waimiri Atroari, do Alto Rio Negro e a tribo Sateré Mawe de Manaus, no Amazonas; além dos Guaranis, de Santa Catarina, mostrando as simbologias presentes nas concepções desses espaços. São casas que têm vida, orgânicas, que respiram. Um exemplo ambiental de sustentabilidade que contém beleza, conforto, e o mais alto grau de arte e de ciência dos povos da floresta.

As malocas são casas comunais, onde se come, onde se dorme, onde se trabalha, onde se festeja. Foram alvo da perseguição dos missionários que a julgavam morada do diabo, e para a conversão dos indígenas foi necessária a sua substituição por casas familiares individuais.

Pesquisadores e arquitetos falam da importância de se conhecer as características da maloca, de preservar os modos de vida indígenas, e da necessidade de um reconhecimento desta forma de construir como patrimônio histórico arquitetônico para a sua preservação.

Neste episódio: Almir de Oliveira (arquiteto), Tribo Zuruahá (Alto do Rio Negro, AM), Gunter Francisco Loenbens (professor e coordenador do CIMI Norte), Pedro Cesarino (antropólogo e professor) José Aldemir Oliveira (doutor em geografia humana), Tribo Waimiri Atroari (Alto do Rio Negro, AM) Tribo Guarani (Morro dos Cavalos, SC), Tribo Sateré Mawe (Manaus, AM).